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Garten of Banban 7
Euphoric Brothers Games
Avaliação4.2star icon
  • Instalações

    10 mil+

  • Desenvolvedor

    Euphoric Brothers Games

  • Categoria

    Aventura

  • Classificação do Conteúdo

    PEGI 12

  • E-mail do desenvolvedor

    [email protected]

  • política de Privacidade

    https://www.euphoricbrothers.com/privacy-policy

Capturas de tela
Análise aprofundada do jogo

Garten of Banban 7, o mais recente capítulo da franquia indie de terror que se tornou um fenômeno peculiar, chega para tentar amarrar as pontas soltas de uma narrativa que já se estende por sete entregas. Desenvolvido pela Euphoric Brothers Games, este é um jogo de terror em primeira pessoa que, em sua essência, continua a fórmula estabelecida: explorar corredores coloridos e absurdamente limpos de uma instalação subterrânea abandonada, resolver quebra-cabeças simples e fugir de criaturas bizarras com designs que beiram o nonsense intencional. O público-alvo permanece sendo aquele que acompanha a série desde o início – fãs de creepypastas, youtubers em busca de conteúdo reativo e jogadores curiosos com a estranheza única do projeto. O que me chamou a atenção, confesso, foi justamente a persistência do hype. Como um crítico que acompanha o ciclo de lançamentos, é fascinante testemunhar uma série com uma identidade visual tão específica (e polarizadora) manter seu público cativo, lançamento após lançamento, apesar das críticas frequentes à sua direção narrativa e sustos previsíveis.

Minha experiência pessoal com Garten of Banban 7 foi, em grande parte, um déjà vu meticulosamente polido. A jogabilidade é imediatamente familiar para qualquer um que tenha tocado em um título anterior: você anda, interage com objetos e corre quando vê uma das criaturas titulars. Os controles são funcionais, sem grandes inovações ou problemas técnicos graves que atrapalhem a imersão – que, no caso do Banban, é mais uma imersão em um tom de comédia involuntária do que em terror genuíno. A curva de aprendizado é praticamente inexistente, o que pode ser um ponto positivo para jogadores casuais. O momento mais marcante para mim, como jogador veterano da série, não foi um susto, mas sim a percepção de um esforço visível em expandir o ambiente. Houve uma tentativa de criar cenários um pouco mais elaborados e quebra-cabeças que exigem um mínimo de backtracking, sinalizando uma ambição um pouco maior em seu design de níveis. No entanto, a interface permanece espartana e a progressão ainda segue um roteiro linear bastante claro, com poucas surpresas em termos de mecânicas.

Comparado não apenas aos seus predecessores, mas ao vasto mar de jogos de terror indie no Steam, Garten of Banban 7 se posiciona em um nicho muito específico. Ele não compete com o terror psicológico de Signalis ou a tensão meticulosa de Amnesia: The Bunker. Sua comparação mais justa seria com outras séries episódicas de terror "low-poly" que prosperam no ecossistema do YouTube. O que me fez continuar jogando, além do dever profissional, foi uma curiosidade genuína em ver até onde a história – ou a falta dela – iria. O jogo faz melhor do que os primeiros capítulos em oferecer um senso de lugar um pouco mais coeso, e há um claro esforço em dar mais "carne" ao enigma central do Jardim de Banban, mesmo que essa carne seja tão artificial quanto os personagens de plástico que o habitam. Ele se destaca no gênero por sua entrega consistente e por entender perfeitamente o ecossistema que o sustenta: é um jogo feito para ser assistido e comentado, tanto quanto para ser jogado.

Recursos principais de jogabilidade

  • 🎭 Narrativa Fragmentada e Simbólica: A história continua a ser contada através de documentos espalhados, gravações de áudio e a arquitetura surreal do local. O jogo tenta aprofundar a mitologia por trás da Jumbo Entertainment e dos experimentos, mas muitas respostas permanecem veladas em um simbolismo obscuro.
  • 🔧 Quebra-Cabeças de Exploração e Item-Use: A jogabilidade central gira em torno de explorar salas interconectadas, encontrar chaves, cartões de acesso e itens específicos para desbloquear novas áreas. Os enigmas são diretos e raramente exigem pensamento lateral complexo, focando no progresso ambiental.
  • 👾 Fuga e Furtividade Contra Criaturas Únicas: Encontrar um "Banban" ou uma nova criatura significa, na maioria das vezes, entrar em um modo de perseguição ou se esconder até ela passar. A IA dos inimigos é básica, criando situações de tensão mais scriptadas do que dinâmicas.
  • 🌐 Ambiente Surreal e Psicodélico: O design de nível mantém a estética de cores vibrantes e texturas limpas contrastando com a temática de horror. Novas áreas em Banban 7 exploram paisagens mais oníricas e distorcidas, tentando evocar uma sensação de desconforto através do absurdo visual.
  • 📈 Progressão Linear com Pequenos Desvios: O caminho do jogador é majoritariamente linear, mas o jogo introduz algumas salas opcionais ou caminhos alternativos que podem conter colecionáveis ou fragmentos adicionais de lore, recompensando a exploração minuciosa.

Pontos fortes e destaques

  • ✨ Evolução Visual Notável: Para um jogo da série, Banban 7 apresenta os ambientes mais detalhados e variados até agora. A iluminação e os efeitos visuais deram um salto, criando momentos verdadeiramente impressionantes e atmosféricos que, finalmente, conseguem sustentar um clima de estranheza por mérito próprio.
  • 🎵 Trilha Sonora Atmosférica Eficaz: A composição sonora merece destaque. Ela abandona parcialmente o silêncio opressivo dos primeiros jogos por uma camada de soundscape eletrônico e distorcido que realmente eleva a tensão e a imersão nos cenários mais bizarros.
  • 📖 Expansão da Mitologia: Para os fãs investidos no lore, este capítulo é o mais generoso em termos de conteúdo narrativo. Ele oferece revelações significativas (ainda que enigmáticas) e começa a tentar conectar os pontos soltos das entregas anteriores, dando uma sensação de que a história está, de fato, caminhando para uma conclusão.
  • ⚙️ Experiência Polida e Com Poucos Bugs: A Euphoric Brothers Games demonstrou aprendizado técnico. A performance é estável, os controles respondem bem e não encontrei os problemas de colisão ou travamentos que eram comuns nos títulos iniciais, resultando em uma experiência muito mais fluida.
  • 🔍 Satisfação em Conectar os Pontos: Há um prazer genuíno, quase detectivesco, em juntar as pistas deixadas ao longo dos sete jogos. Banban 7 alimenta essa sensação, fazendo com que a exploração valha a pena não só pelo progresso, mas pela recompensa narrativa.

Limitações a considerar

  • 🔄 Fórmula Extremamente Repetitiva: No cerne, a jogabilidade não evoluiu quase nada desde o primeiro capítulo. A rotina de "entrar em uma sala, pegar um item, voltar, desbloquear uma porta" se torna cansativa, especialmente para quem não está totalmente imerso no mistério central.
  • 😐 Sustos Previsíveis e Inimigos Pouco Ameaçadores: O elemento de terror ainda é o calcanhar de Aquiles da série. Os encontros com as criaturas são muito coreografados e sua inteligência artificial limitada remove grande parte do perigo real, fazendo com que as perseguições pareçam mais um obstáculo procedural do que uma ameaça visceral.
  • ❓ Narrativa Ainda Excessivamente Opaca: Mesmo com mais revelações, a história continua excessivamente cifrada e dependente de interpretações da comunidade. Para o jogador médio que busca uma trama coesa, a experiência pode ser frustrantemente incompleta e pouco satisfatória do ponto de vista narrativo tradicional.
  • 🎯 Apelo de Público Muito Específico: Este não é um jogo de terror para todos. Seu charme e seus defeitos são tão particulares que só irão ressoar com um nicho muito específico de jogadores. Quem chegar esperando terror convencional ou uma narrativa clara sairá profundamente confuso e desapontado.
  • ⏳ Duração Curta e Sensação de "Ponte": Apesar dos avanços, o jogo ainda tem uma duração relativamente curta (cerca de 1.5 a 2 horas) e, em muitos momentos, parece funcionar mais como um episódio de transição, preparando o terreno para um suposto clímax futuro, em vez de oferecer uma experiência totalmente gratificante por si só.

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